Vuvuzela pode vir a ser proibida no Mundial
Já são várias as vozes que se levantam a favor da proibição da vuvuzela nos estádios onde irão decorrer as partidas do Campeonato do Mundo, prova que começa este mês na África do Sul. Diversos responsáveis de selecções interpuseram mesmo um documento oficial dirigido à FIFA, no qual sugerem que esse instrumento seja banido durante a totalidade dos minutos de jogo.
Segundo os especialistas e médicos, o ruído emitido pela vuvuzela poderá afectar irreversivelmente o aparelho auditivo humano, pois o elevado nível de decibéis por ela emitido, que é superior ao aceitável para o ouvido, pode danificar perpetuamente os canais sonoros receptores, causando uma perda total da capacidade auditiva.
Um pouco à margem dos malefícios que a vuvuzela pode causar à saúde, os treinadores de algumas selecções defendem a proibição do uso daquela, porque a sua utilização pode ser um factor de distracção para os jogadores, pelo que sustentem que aquele instrumento só deva ser utilizado quando o jogo está parado.
Apesar dos pedidos das federações internacionais de futebol, a FIFA não emitiu até à data nenhum comunicado onde proibisse expressamente o uso da vuvuzela, mas efectuou já diversos avisos para que esta seja “utilizada com moderação”, nomeadamente durante os jogos, tendo sido solicitado que não fosse utilizada no momento da declamação dos hinos nacionais.
“Hino” da vuvuzela adoptado pela Galp
Recorde-se que a vuvuzela é o símbolo principal da gigantesca campanha de marketing que a Galp tem desenvolvido em torno do Mundial, com uma assumida parceria com a TVI, que reuniu vários futebolistas e diversas caras conhecidas da estação com vista à promoção do uso deste instrumento para o apoio à selecção nacional comandada por Carlos Queiroz.
O “lepatata”, nome original da vuvuzela em Setswana, mede cerca de um metro de comprimento e desde meados da década de 90 que não falta nos jogos de futebol na África do Sul. O som por ela emitido é semelhante ao ruído que sai da tromba de um elefante («vuvu») e dá o nome ao próprio utensílio, que inicialmente era construído em estanho, mas acabou por ser proibido por ser considerado perigoso, tendo passado a ser feito em plástico por questões de segurança.




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