Rescaldo do Vodafone Mexefest
Depois de uma excelente edição em Lisboa, o Vodafone Mexefest volta a uma grande cidade portuguesa: o Porto. Com um cartaz bastante apelativo e um preço em conta, seria de esperar que as ruas do Porto estivessem lotadas de apreciadores de música alternativa.
Dia 1
Chegados a uma das principais estações de metro no Porto, Trindade ou Bolhão, seriamos brindados com um espectáculo das bandas Zé Alguém e Lazy Faithfull. Em dia de clássico (Benfica – Porto), as principais ruas da cidade Invicta estavam mais movimentadas do que o normal, havendo uma agitação característica em todos os cafés e restaurantes que transmitiam o jogo. No entanto, o Vodafone Mexefest não ficou em segundo-plano, estando já a oferecer outros bons concertos.
Depois de terminado o jogo, com uma vitória a favorecer a equipa da cidade onde decorria o festival, a movimentação nas casas de espectáculos aumentou exponencialmente. Depois de já terem actuado no café Guarany, esgotando a sua lotação, os Capitão Fausto voltam para um concerto na GaragemVodafone FM, onde mais uma vez conquistam o público com o seu rock contagiante.
Aproximando-se a hora do concerto dos Cass McCombs, no Teatro Sá da Bandeira, era notável uma enchente de pessoas com o objectivo de ver o norte-americano. O espectáculo foi agradável, tendo lotado quase totalmente uma das salas mais icónicas da cidade, tanto pela sua idade como pela sua história. Com algum humor, boa música e muita técnica à mistura, Cass McCombs, acompanhado por quatro outros músicos, o concerto deixou certamente um desejo de voltar a ver o artista uma outra vez.
Acabado o espectáculo no Teatro Sá da Bandeira, era hora de subir até ao Coliseu do Porto, onde os St. Vincent se preparavam para actuar. Annie Clark era uma das artistas mais antecipadas da noite e o seu estatuto esteve, sem dúvida, à altura da sua performance. Tendo enchido o Coliseu do Porto, St. Vincent deu um dos melhores concertos da noite, lamentando-se por não terem retirado as cadeiras, visto que estas não permitiam “dançar” as suas músicas.
Dado o concerto como terminado, era altura de voltar ao Teatro Sá da Bandeira para ouvir e viver um dos projectos de Manuel Cruz: os Supernada. Seria a primeira vez que muitos dos fãs de Manuel Cruz estariam a assistir a um espectáculo deste no seu verdadeiro modo: em tronco nu, cantando as suas obras primas com uma paixão inigualável. O Teatro Sá da Bandeira estava bastante completo, chegando até a marcar 100% da lotação, para quem usou a aplicação para smartphones do Vodafone Mexefest.
Dia 2
Depois de uma grande noite de espectáculos, o segundo dia do Vodafone Mexefest não desiludiu. Os espaços eram os mesmos, mas os artistas, com especial destaque para os Twin Shadow, The Do e Josh Rouse, prometiam uma outra excelente noite de concertos.
A música começou bem cedo na cidade invicta, estando o primeiro concerto marcado para as 15h30 na FNAC de Santa Catarina. Apesar de ser um espaço pequeno, David Pires cantou e encantou a sua pequena plateia.
Algumas horas mais tarde, já jantados, Dillon, de apenas 23 anos, encheu o Cinema Passos Manuel com o seu estilo hip-hop oldschool. Após o fim do concerto, era hora de voltar ao Teatro Sá da Bandeira, onde os Supernada tiveram uma excelente performance na noite anterior, para ver Josh Rouse.
Era um dos concertos mais antecipados do festival e o norte-americano não desiludiu. Tocando temas de álbuns como 1972 e Under Cold Blue Stars.
Por volta das 22h30, no Coliseu do Porto, era hora de ver The Do, uma outra bastante antecipada pelos festivaleiros. Com um estilo musical bastante alternativo, o francês Dan Levy e a finlandesa Olivia Bouyssou Merilahti não conseguiram encher o Coliseu, mas ofereceram um bom espectáculo para os apreciadores deste género musical.
Já ao virar do dia, à meia-noite, George Lewis Jr., mais conhecido pelo seu nome artistico, Twin Shadow, encheu o Coliseu que tinha ficado por encher com os The Do. Temas como Forget que valeram ao artista a entrada na lista dos melhores do ano da Pitchfork, foram bem recebidos pelo publico da cidade Invicta.
Em resumo, foram dois excelentes dias de música no Porto. A oferta de vários espaços, como o Coliseu do Porto, o Teatro Sá da Bandeira, o cinema Passos Manuel ou até o Café Majestic, a grande variedade de artistas, como St. Vincent, Twin Shadow, The Do ou os portugueses Supernada, fizeram do Vodafone Mexefest no Porto um dos melhores festivais nesta cidade. O Mais Volume fica a aguardar uma próxima edição deste festival, que vale, sem dúvida, a pena.





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